quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um Cristal Quebrado













Meu caro amigo (a),


Realmente, escrever é a melhor forma que encontrei de deixar transbordar meus sentimentos que não são ditos, que se escondem em meus pensamentos.

Não conheço quem passa por aqui...

Se quem passa, pára pra ler o que escrevo. Talvez a primeira vista não vejam nada, mas depois quem sabe...

Eu sempre digo quem escreve, escreve pra alguém, não importa quem.
Quem ler é porque precisava ouvir algo.



















Somos frágeis quando assunto fala de sentimentos, do coração...

Coisas do coração são iguais em qualquer um, em qualquer parte do mundo.

Quem nunca se sentiu sozinho precisando de carinho, com vontade de amar, com peito sufocado de saudade.
Quem nunca se sentiu assim, um cristal quebrado, sentimentos estraçalhados.
Dizem que quando um amor acaba; ele se quebra, não se cola mais. No seu lugar nasce o ódio.
Penso que não seja tão extremo assim.
Vejo um amor que se quebra como uma taça de cristal que estava com vinho, e ao cair se dividiu em partes, uma delas é o vinho que derramou_ o desejo, a paixão que se perdeu. Quanto às outras, foram os corpos que se afastaram, espedaçaram_ uma taça divida, pedaços que seguem direções opostas.
Uma taça quebrada não se cola.
Um vinho derramado é os sentimentos revirados.
É assim que um amor se acaba...
Um cristal quebrado, um vinho derramado, um sonho estraçalhado.
Nunca mais serão os mesmos!
...E ódio?!
São apenas mágoas que ficaram.
Nada mais importa...




Vem...





Vem...

Despe-me com teus olhos.
Dope-me com teu perfume.
Desarme-me com tuas mãos.
Prende-me em teus braços.
Aquece-me com teu calor.
Descobre com tua boca os meus segredos.
Confessar-me-ei em cada beijo...

Vem...

Despe-me com tuas mãos.
Dope-me com teu calor.
Desarme-me com teu perfume.
Prende-me com teus olhos.
Aquece-me em teus braços
Descobre com tua boca os meus segredos.
...Confessar-me-ei em cada beijo.
By Elieuza



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Saudades!!!!



FELIZ 2010!



Este Blog só existe porque vocês permitiram que eu entrasse na vida de cada um de vocês quando lêem o que escrevo.
Eu escrevo por vocês, pra vocês!!
Amo todos de paixão!

Quanto tempo sem vocês...
Eu volto!
Me esperem!
Beijos!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

“Restaram as cinzas...”




















Meu caro amigo (a),

Dizem que quando o fogo da paixão apaga, não há vento que ascenda a chama.
Não há mais volta.
É como acordar de um sonho, e mesmo que se volte a dormir, não há como sonhá-lo novamente.
O sonho acabou.
Acabou, mas restam às cinzas, e não se pode removê-las de um coração.
Restam às cinzas, ficou a lembrança, a saudade...
Melhor pensando bem, se houvesse como removê-las, não restariam recordações.
Mas, o amor de uma forma ou de outra, sempre deixa marcas que não se apagam, cinzas enterradas no coração.
Cinzas que a saudade e a solidão fazem a gentileza de revirá-las dia e noite, fazendo lembrar como eram altas as chamas que ardiam, quando em brasa os corpos queimavam de desejo. Uma fogueira que parecia não ter fim.
Uma paixão ardente, um fogo que queimava dois corpos, fundindo-os em um só. Fica claro, então, entender o porquê de restarem às cinzas...



Não há mais o calor do fogo que aqueceu tantas vezes aquela paixão que insistia consumir de desejo, corpos que se entregavam, rendia-se um ao outro.
A saudade machuca...
Dói sentir as cinzas sufocando, apertando o peito, as lágrimas caindo incessantemente.
Não há mais nada a fazer, a chama apagou. O desejo não a ascende mais. O calor não aquece mais os corpos. Corpo separado não incendeia o outro. Sozinho, o corpo sofre, o coração chora, a alma grita um nome...
Nada que se diga pode expressar a dor que senti.
É difícil aceitar que nada mais existe. Nada mais resta! Só cinzas sombreando o coração, deixando-o frio, escuro.
Não há fogo, nem calor. Só o frio da solidão. Um vazio na alma.
Falta tudo!
Falta à outra parte, o outro corpo.
Falta alguém...
Dele restaram as cinzas.





Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.
(Bob Marley)


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

“Eu e meus outros Eus..."


















Meu caro amigo(a),

Eu andei pensando porque pessoas reprimem seus desejos, anulam sua existência exterior, se refugiam dentro de si, criando seu próprio mundo pra fugir da imensidão que o rodeia.

Não consigo me conter...
Penso demais!
Na verdade, eu só consigo ver o mundo, assim, através de fluxos de pensamentos!

Na vida, nem tudo são flores. Nos que somos audaciosos e enfeitamos tudo, damos um jeitinho ali, outro aqui.
Eu sou assim, tento tornar as coisas menos “espinhosas”. Talvez seja esse o meu mal, sempre dou um jeitinho. Porém, jeitinhos são efêmeros, fugazes, passageiros.
Tudo é muito confuso, incerto...

Às vezes penso sou uma Mulher difícil de entender, complicada...
Será?!!
Mas, isso é uma outra conversa...rsrs


Melhor, pensando bem temos que acreditar que tudo pode mudar, que às vezes o mal vem para o bem. Assim, vamos levando a vida; criando expectativas, elaborando sonhos, cultivando esperanças.
E, ora sepultando mágoas, ora desenterrando recordações, tentando encontrar razões que possam justificar o porquê de tudo.
Só não vale desistir!
A vida é uma batalha constante...


Nos devaneios da vida, nos encontramos sufocados de incertezas e inseguranças.
É nestes instantes recaem sobre nós centenas dúvidas que buscamos solucionar, e mais difícil delas é compreender quem somos.
Foi pensando nisso que resolve falar de “Eu, o vilão da história, ou o herói...”.

Quem é “Eu”?
Era “Eus” ou “Eu”?

Não se espante com essa minha indecisão. Quem sabe depois de ler o que descobri sobre “Eu” você compreenda o que eu quero lhe dizer.

Conheci, no meu fantasioso monólogo interior, uma certa quantidade de “Eus”, que até então desconhecia.















O primeiro que encontrei...
O Eu, o impulsivo, orgulhoso, irredutível, teimoso, e cruel consigo mesmo.
Erra, perde, joga a com vida, aposta sonhos...
Quebra sigilos do coração, os expõem. Não se importa com depois. Percorre caminhos incertos que só lhe traz decepções, tristezas e angústias.
Vai vivendo por viver...
Mas, apesar desses desatinos, não esconde o desejo de “si dar bem”, de conhecer a tal felicidade. Porém, escolhe caminhos sem retorno, de idas, sem voltas.
Faz tudo errado!
Todas as estratégias utilizadas por ele, de nada tem valia, pois no final sempre se encontra perdido.

















Foi descobrindo o primeiro Eu, que encontrei o segundo...
O Eu frágil, embora se mostre autoconfiante, corajoso e determinado.
Incessantemente, busca resposta pra tudo. Mas, o que encontra são meras justificativas que camuflam sua realidade!
No seu íntimo, gostaria de gritar para mundo, tudo que tem sufocado dentro dele_ as angústias escondidas nos olhos que sufocam lágrimas, lábios que prendem soluços, e as tristezas, que vestidas de alegrias, se mostram deslumbrantes.
Como ele deseja pedir socorro, mas se cala! Porque se ele gritar, entregar os pontos, quem vai segurar a barra quando o primeiro “tropeçar e cair”.
É necessário que haja equilíbrio e serenidade na luta por uma existência...
Um deles tem que ser assim! Alguém tem que conduzir a bússola do tempo, segurar as rédeas e estabelecer uma certa harmonia, mesmo que seja instável.
E assim, seguem juntos...
De uma coisa pode-se ter certeza, vão está sempre ali.


Ainda havia um terceiro...
Este vivenciava com exatidão as coisas a sua realidade exterior.
É audacioso e ambicioso, sonha com o além do permitido.
Em silêncio, coloca cada coisa em seu lugar.
Construiu um mundo só dele, no intuito de encontrar um sentido pra sua existência.
Omiti para os demais “Eus” segredos que julga só a ele pertencer.
Sonha em se libertar, trilhar novos caminhos em direção a felicidade; acredita que pode alcançá-la.
Para transitar entre mundo exterior e o seu mundo interior, em busca de realizações e liberdade, construiu uma ponte, uma “corda bamba” que só ele arrisca atravessá-la.
No “vai e vem”, das idas e vindas, de um lado para ou outro, um turbilhão de emoções, sentimentos e desejos contaminam e conduzem-no. Faz dele diferente, o “Sonhador”!

Depois de encontrá-lo, já no final desse meu monólogo interior, tentei encontrar uma resposta que me fizesse entender o que aconteceria, se “Eu” rompesse com os outros “Eus”, e tentasse viver do outro lado, que só Eu conhecia...
Compreendi que antes de qualquer coisa, era preciso coragem para
EU CORTAR A CORDA...
É uma tolice tentar se refugiar em si mesmo, deixar de viver a realidade, colocando-se em cárcere privado por receio de lutar pelo desejo de ser feliz.
Fugir, criando monólogos interiores de personagens que se resumem em um só, o “Eu”, é desistir de viver, sonhar e acreditar que somos capazes de superar nossos limites e ultrapassar as barreiras que a vida nos impõem.
Problemas, dificuldades, indecisões, inseguranças são desafios, e o que nos leva a superá-los é o “Desejo de Ser...”.
Este é quem impulsiona a mola mestra da vida.

“O desejo não é nem o apetite da satisfação nem a demanda de amor, mas a diferença que resulta da subtração do primeiro da segunda, o fenômeno mesmo da sua fenda. Ou, se preferirmos, o desejo se esboça na margem, onde a demanda se desgarra na necessidade. O desejo não pode mostrar abertamente a sua cara, por definição, está recalcado, ou em outras palavras, ele não se pode dizer-se totalmente, ou esgotar-se no dizer”.(Lancan, 1960)

Melhor, pensando bem...
O desejo do Eu é inominável!
Suas razões inexplicáveis...

Qualquer semelhança de “Eus” com “Eu” será mera coincidência.



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Amor Unilateral"















Meu caro amigo (a),

Creio que um pouco de romantismo não faz mal nenhum.
Preciso falar de “Amor”. Não me pergunte por quê. Sinceramente não saberia responder.
Estou aqui!
Espero que não se importe de ser por alguns instantes o meu confidente.

Quando se passa na malha fina da paixão, com o saldo negativo é doloroso.
Bate um vazio!
Viver sem um amor, sem ter quem esperar, ou seja, esperar por aquele que não vem; um príncipe que só existe em sonhos.
É triste...
Solidão dói!
Fazer o quê?
O amor é imprevisível! Não tem hora de chegar e nem de ir embora.
Uma coisa é certa, um dia ele chega, bagunça, transforma tudo.
No outro dia, vai embora e tudo desmorona.
É inevitável, neste jogo, uma das partes sai machucada. Ora quem fica, ora quem vai.
Sempre restará algo! É como o vinho que nos embriaga, agente nunca esquece...

Às vezes me pergunto se amor nasce do desejo ou o desejo nasce do amor. Acredito que há um sentindo nesse entrelaçar de sentimentos. Pois, quando dois corpos se unem em uma perfeita sintonia, perdendo-se um no outro; tornam-se cúmplices, e ao se fundirem, tornam-se um só corpo por frações de segundos...
Um frio na alma, um fogo no coração é assim o clímax do amor.
Nesta hora, a única certeza que se tem, é que a avalanche sentimentos e sensações que envolvem estes corpos não surgem do nada, embora não se tenha certeza de onde elas vieram, do amor ou apenas do desejo.
Como é complexo tal sentimento!
É esplendida, a forma que ele nos domina e nos torna vunerável...
Sempre surge quando menos se espera de algum lugar, não se sabe de onde.




Mas, as traiçoeiras desilusões estão sempre a esperar para colocar o coração a prova, as dúvidas surgem do nada, chega-se a duvidar de seu próprio sentimento.
As incertezas não se descartam...
E o que era Tudo, agora não é mais do que um nada...
Não sei por que quando o assunto é amor, as armaduras caem, nos vemos desarmados...
Sempre foi assim!
Amar não é fácil!
Viver sem amor, é muito mais difícil...
Melhor, pensando bem dizem que não dar pra falar de amor sem sentir, chega ser impossível, pois só quem ama pode descrevê-lo. Porque não é fácil compreender suas razões e os seus motivos, os ditos que nos leva a querer alguém.
O amor manda! Ordena! Agente apenas se entrega...


Mas como senti-lo sem tê-lo?
Ama-se sem ter, mas não se tem sem amar.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"O Segredo... É não olhar pra trás!"

Meu Coração é como uma folha seca ao vento que vaga sem destino...
É me pendendo, que eu sei que vou me encontrar.